A análise de áreas de risco hidrológico em centros urbanos exige dados espaciais, critérios técnicos e ferramentas que organizem tudo isso de forma clara. É aqui que o QGIS entra no seu fluxo de trabalho.
Com Geotecnologias, você identifica áreas sujeitas a alagamentos, cruza dados de relevo, uso do solo e drenagem, e produz mapas que apoiam decisões públicas e privadas.
Por isso, na dica de leitura de hoje, apresentamos o artigo Geotecnologias na análise de áreas de risco hidrológico em centros urbanos: estudo de caso em Campina Grande (PB), escrito por Daniel Pirangi da Silva Alves, João Damasceno, Richard Pordeus de Souza.
A pesquisa teve como objetivo analisar a área urbana de Campina Grande (PB) para mapear áreas de risco hidrológico, compreender as causas dos alagamentos e subsidiar o planejamento urbano.
A metodologia baseou-se no uso de geotecnologias e SIG, com integração de diferentes dados espaciais. Foram utilizados modelos digitais de elevação para análise do relevo, extração automática da rede de drenagem, análise de uso e ocupação do solo e aplicação da densidade Kernel para identificar áreas críticas. Além disso, os resultados foram validados com registros de alagamentos fornecidos pela Defesa Civil.

Os resultados mostraram que as áreas mais suscetíveis a alagamentos estão associadas à alta densidade de drenagem, às regiões mais baixas do relevo e às zonas com maior impermeabilização do solo. Verificou-se também que muitos pontos críticos coincidem com áreas ocupadas irregularmente, inclusive em faixas de preservação permanente.
Além disso, a análise confirmou que a combinação entre urbanização desordenada, deficiência na drenagem e características naturais do terreno intensifica os riscos hidrológicos, evidenciando setores prioritários para intervenção e planejamento urbano.

A conclusão do artigo é que o uso de geotecnologias e SIG é fundamental para identificar áreas de risco hidrológico e apoiar o planejamento urbano. O estudo demonstrou que a urbanização desordenada, a impermeabilização do solo e as falhas na drenagem aumentam a vulnerabilidade a alagamentos.
Assim, os autores destacam a necessidade de integrar essas ferramentas ao planejamento e adotar medidas como melhoria da drenagem, controle do uso do solo e preservação de áreas ambientais para reduzir os riscos e tornar as cidades mais resilientes.
Pense nisso…
Se já existem ferramentas capazes de identificar com precisão as áreas de risco, por que ainda continuamos ocupando espaços vulneráveis e repetindo os mesmos problemas urbanos?
O desafio não está apenas na tecnologia, mas na forma como o planejamento urbano é aplicado, ou negligenciado, no dia a dia das cidades.
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