Como o Geoprocessamento esta impulsionando a Transformação Digital nas Cidades

Cidades geram dados o tempo todo. Exemplos como trânsito, uso do solo, transporte público, clima e iluminação urbana deixam registros que podem ser analisados por gestores públicos e pesquisadores. Quando esses dados são associados a uma localização geográfica, eles podem ser analisados por meio do Geoprocessamento.

Quem ainda não conhece essa área costuma se perguntar: afinal, o que é Geoprocessamento e por que ele aparece tanto em projetos de cidades inteligentes e planejamento urbano?

O Geoprocessamento reúne técnicas que coletam, organizam e analisam dados com localização geográfica. Com essas informações, é possível criar mapas digitais, identificar padrões no território e entender como diferentes elementos da cidade se relacionam.

Essas análises são feitas em softwares de Sistema de Informação Geográfica, conhecidos pela sigla SIG. Um dos programas mais usados nesse processo é o software QGIS, ferramenta gratuita amplamente aplicada em projetos de Geoprocessamento e análise espacial.

O que é transformação digital nas cidades?

Transformação Digital nas cidades significa integrar tecnologia e dados na gestão urbana. O objetivo é melhorar serviços públicos, otimizar recursos e apoiar decisões estratégicas.

Com o avanço da transformação digital, governos e organizações passaram a integrar dados espaciais em processos de planejamento urbano. Mapas, análises e modelos espaciais ajudam gestores a entender problemas da cidade e tomar decisões com base em dados.

Por isso, na dica de leitura de hoje, apresentamos o artigo Cidades inteligentes, gestão urbana e geotecnologias: cadastro de uso do solo do município de Madre de Deus – BA, escrito por Thalita EmanueleTeixeira Santiago e Silvana Sá de Carvalho. O estudo teve como objetivo apresentar a aplicação de geotecnologias na gestão urbana do município de Madre de Deus, na Bahia.

A pesquisa focou na elaboração de um mapa temático de uso do solo com dados georreferenciados, processados em softwares gratuitos como o QGIS e o Google Earth.

A proposta foi desenvolver uma ferramenta simples que facilite a visualização e a compreensão da malha urbana do município. O trabalho também buscou servir como referência para futuras aplicações de geotecnologias em projetos de planejamento urbano em outros municípios.

A metodologia envolveu levantamento de dados cadastrais e pesquisa de campo no município de Madre de Deus. Nessa etapa foram coletadas informações sobre o uso do solo e realizada a vetorização das edificações a partir de imagens do Google Earth, com apoio do Street View para identificação dos atributos das construções.

Também foi feito o zoneamento do município, com a delimitação de quinze zonas para facilitar o mapeamento das edificações e a classificação do uso do solo. As edificações foram vetorizadas sobre a imagem aérea da malha urbana e classificadas em categorias como residencial, comercial, uso misto, institucional, espaços públicos, religioso e serviços, com validação por meio de visitas de campo e registros fotográficos.

Os resultados incluíram a criação de mapas temáticos de uso do solo em diferentes zonas do município de Madre de Deus, as análises mostraram predominância de uso residencial em várias zonas, com presença de usos comerciais, institucionais e mistos.

Fonte: Santiago e Carvalho (2022)

Como conclusão os autores apontam que ações simples, com uso de tecnologias acessíveis como QGIS e Google Earth, já permitem gerar informações úteis para a gestão urbana. Essas ferramentas também podem ser aplicadas em outros municípios.

O estudo indica ainda que o uso de geotecnologias contribui para o avanço rumo a cidades inteligentes, com possibilidade de projetos futuros como a criação de cartografia tridimensional e maior integração entre os dados urbanos.

Pense nisso…

Muitos municípios ainda enfrentam dificuldades para organizar informações sobre o próprio território. Falta de dados estruturados limita decisões sobre mobilidade, uso do solo, infraestrutura e planejamento urbano.

O estudo apresentado mostra um ponto importante: Não é necessário começar com tecnologias complexas ou sistemas caros. Ferramentas gratuitas como QGIS e Google Earth já permitem criar mapas, organizar dados territoriais e apoiar a gestão urbana.

Quando gestores, pesquisadores e profissionais passam a organizar informações geográficas, o território se torna mais compreensível. Isso abre caminho para análises mais detalhadas, planejamento urbano mais eficiente e evolução para modelos de cidades inteligentes.

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Anderson Medeiros

Graduado em Geoprocessamento pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB). É o autor do site https://clickgeo.com.br que publica regularmente, desde 2008, artigos dicas e tutoriais sobre Geotecnologias, suas ferramentas e aplicações.
Em 2017 foi reconhecido como o Profissional do ano no setor de Geotecnologias. Atua na área de Geoprocessamento desde 2005.

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Sobre Anderson Medeiros

Ele já foi reconhecido como o Profissional do Ano no Brasil no setor de Geotecnologias. Graduado em Geoprocessamento, trabalha com Geotecnologias desde 2005. Já ministrou dezenas de cursos de Geoprocessamento com Softwares Livres em diversas cidades, além de outros treinamentos na modalidade EaD. Desde 2008 publica conteúdo sobre Geoinformação e suas tecnologias como QGIS, PostGIS, gvSIG, i3Geo, entre outras.

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