Dados Geográficos: o que são e como são usados em projetos técnicos

Dados Geográficos são estruturados a partir da associação entre coordenadas e registros descritivos. As coordenadas indicam onde o fenômeno ocorre, já os registros descritivos, também chamados de atributos, explicam o que ele representa. Essa integração permite tratar os fenômenos como elementos posicionados no espaço geográfico.

Cada registro possui referência espacial explícita, isso garante que o dado possa ser armazenado e manipulado em bancos de dados geográficos ou Sistemas de Informação Geográfica. Nesses sistemas, os dados são organizados em arquivos vetoriais (pontos, linhas e polígonos), matriciais (raster) ou tabulares (tabelas), o que viabiliza modelagem espacial, cruzamento de variáveis e geração de mapas temáticos.

Importante: As informações apresentadas neste artigo foram baseadas no livro Bancos de Dados Geográficos escrito por Marco Antonio Casanova, Gilberto Câmara, Clodoveu A. Davis Jr., Lúbia Vinhas e Gilberto Ribeiro de Queiroz.

O que são Dados Geográficos?

De maneira resumida, os Dados Geográficos são arquivos que combinam duas componentes:

  • Componente espacial: que indica a localização do fenômeno no espaço geográfico.
  • Componente descritiva: que traz atributos (registros descritivos) sobre o objeto.

 

Quais são os tipos de Dados Geográficos e onde eles são utilizados?

Os dados geográficos são divididos em três grupos: vetoriais, matriciais e tabulares.

Dados vetoriais

Dados vetoriais estruturam a informação espacial a partir de coordenadas que definem a forma e a posição de cada elemento no mapa. Cada feição possui geometria (ponto, linha ou polígono) própria e um conjunto de atributos associados.

O modelo vetorial é indicado quando o projeto exige delimitação precisa, como cadastro técnico, mapeamento urbano ou análise de redes. Ele permite cruzar camadas, aplicar filtros e gerar mapas temáticos com controle detalhado da informação espacial.

Fonte: ClickGeo (2026)

 

Dados matriciais

Dados matriciais, também chamados de raster, representam o território por meio de uma malha regular composta por células. Essas células são chamadas de pixels. Cada pixel armazena um valor que descreve uma característica da área correspondente no terreno.

O modelo matricial é indicado para análises que envolvem variação contínua no espaço, como estudos de relevo, mapeamento ambiental, modelagem hidrológica e análise de cobertura vegetal. Ele permite cruzar camadas por meio de cálculos entre pixels e gerar novos mapas derivados.

Fonte: ClickGeo (2026)

Dados tabulares

Dados tabulares são conjuntos de descrições organizadas em formato de planilha, eles seguem uma estrutura simples, onde as linhas representam registros e as colunas representam atributos. Cada coluna possui um tipo de dado, como número inteiro, número decimal, texto ou data. Essa definição é importante para cálculos, filtros e cruzamentos.

Dados tabulares ampliam a análise espacial, eles permitem integrar estatísticas sociais, econômicas e ambientais ao seu projeto. Quando você conecta tabela e geometria (dado vetorial) de forma correta, transforma números em informação espacial pronta para gerar mapas temáticos e relatórios técnicos.

Pense nisso…

Antes de iniciar qualquer projeto no QGIS, pergunte a si mesmo:  Estou usando o tipo de dado adequado para minha análise?

Lembre-se:

  • Se você precisa delimitar áreas com precisão, escolha o modelo vetorial.
  • Se sua análise envolve variação contínua, como relevo ou temperatura, trabalhe com dados matriciais.
  • Se seu objetivo é integrar indicadores estatísticos, organize bem seus dados tabulares.

 

Pense sempre na finalidade do seu projeto, o tipo de dado geográfico que você escolhe impacta diretamente a qualidade do resultado final.

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Anderson Medeiros

Graduado em Geoprocessamento pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB). É o autor do site https://clickgeo.com.br que publica regularmente, desde 2008, artigos dicas e tutoriais sobre Geotecnologias, suas ferramentas e aplicações.
Em 2017 foi reconhecido como o Profissional do ano no setor de Geotecnologias. Atua na área de Geoprocessamento desde 2005.

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Sobre Anderson Medeiros

Ele já foi reconhecido como o Profissional do Ano no Brasil no setor de Geotecnologias. Graduado em Geoprocessamento, trabalha com Geotecnologias desde 2005. Já ministrou dezenas de cursos de Geoprocessamento com Softwares Livres em diversas cidades, além de outros treinamentos na modalidade EaD. Desde 2008 publica conteúdo sobre Geoinformação e suas tecnologias como QGIS, PostGIS, gvSIG, i3Geo, entre outras.

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