O Geoprocessamento aplicado à Análise Ambiental permite entender o território com base em dados espaciais. Os estudos nessa área trabalham com dados vetoriais, imagens de satélite e tabelas ligadas a uma posição no espaço.
No QGIS, os dados são organizados em camadas e cada camada representa um tema, como uso do solo, hidrografia ou vegetação. As ferramentas do software permitem cruzar informações e gerar diagnósticos. Com isso, você reduz achismos e passa a trabalhar com evidências.
Na dica de leitura de hoje, apresentamos o estudo desenvolvido por Amintas Nazareth Rossete, Rita Maria de Paula Garcia e Ricardo Keichi Umetsu, intitulado Geoprocessamento Aplicado na Análise Ambiental da Área de Proteção Ambiental Pé da Serra Azul, Mato Grosso – Brasil.
A escolha desse artigo tem como objetivo apresentar um exemplo simples e prático da aplicação de técnicas de geoprocessamento e do software QGIS em estudos ambientais.

O objetivo da pesquisa foi determinar e mapear os parâmetros de altimetria, declividade e uso e cobertura da terra para o mosaico de unidades de conservação na região de Barra do Garças, Estado de Mato Grosso, Brasil utilizando técnicas de geoprocessamento e o software QGIS.
O uso do QGIS permitiu a definição dos parâmetros geomorfológicos de forma rápida e com baixo custo, pois se trata de um software livre e de acesso gratuito. Os resultados da pesquisa fornecem informações essenciais para a elaboração de planos de manejo de unidades de conservação.
As geotecnologias utilizadas nesse estudo incluem dados de sensoriamento remoto obtidos por sensores de alta resolução, como o satélite Planet e o satélite ALOS/PALSAR. Especificamente, foi utilizado um Modelo Digital de Elevação (MDE) do sensor ALOS/PALSAR na banda HH que permitiu a geração de mapas de altimetria e declividade.
Além disso, softwares de Sistema de Informações Geográficas (SIG), como o QGIS na versão 3.10 e o software eCognition, foram empregados para o processamento digital das imagens, reprojetando os dados para o sistema de coordenadas SIRGAS 2000 UTM 22S, realizando recortes específicos da área de estudo e categorizando as classificações de relevo, uso e cobertura do solo.
O mapa de altimetria revelou que a altitude na área varia de 293 a 766 metros, com predomínio na faixa de 400 a 450 metros. Já a análise da declividade indica que aproximadamente 70,8% da região apresenta relevo ondulado a forte ondulado, caracterizando uma topografia predominantemente inclinada. Em relação ao uso e cobertura do solo, a maior parte (87,58%) é composta por formações vegetais, com predominância savânica, sendo que a principais atividades humanas no local estão relacionadas à pastagem para criação de gado.
Esses dados geomorfológicos e de uso do solo fornecem informações essenciais para o planejamento e manejo eficaz das unidades de conservação na região.

A conclusão do trabalho evidencia que o uso de técnicas de geoprocessamento, aliado à análise de imagens de satélites de alta resolução e modelos digitais de elevação, foi eficiente para caracterizar de forma rápida, precisa e de baixo custo os parâmetros geomorfológicos (altimetria e declividade) e as classes de uso e cobertura da terra na região da Área de Proteção Ambiental Pé da Serra Azul e unidades de conservação associadas.
Os resultados demonstraram uma predominância de terrenos ondulados a montanhosos, com relevos não aptos à agricultura e pecuária, ressaltando a importância da proteção integral do parque Serra Azul. Além disso, essa abordagem contribuiu significativamente para subsidiar futuros planos de manejo ambiental, promovendo uma gestão ambiental mais assertiva e embasada cientificamente, fortalecendo a conservação dos recursos naturais na área estudada.
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Pense nisso…
O Geoprocessamento Aplicado à Análise Ambiental mostra que a qualidade das decisões depende da qualidade dos dados e da forma como eles são analisados. Ao trabalhar com informações como altimetria, declividade e uso e cobertura do solo, você consegue compreender limitações físicas do território e orientar ações de manejo com base em critérios técnicos.
O uso do QGIS evidencia que ferramentas acessíveis podem gerar resultados consistentes quando há método e organização. A estrutura em camadas, o uso correto do sistema de coordenadas e a integração entre dados vetoriais, imagens de satélite e modelos digitais de elevação permitem análises confiáveis, mesmo em estudos de grande extensão territorial.
Esse tipo de abordagem reforça a importância das geotecnologias no planejamento ambiental. Os mapas deixam de ser produtos finais e passam a atuar como instrumentos de apoio à gestão, fiscalização e definição de prioridades. Quando bem aplicadas, as análises espaciais reduzem incertezas e fortalecem a tomada de decisão em unidades de conservação e áreas ambientalmente sensíveis.
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