Gestão de Resíduos Sólidos com Apoio do Geoprocessamento

A gestão de resíduos sólidos exige planejamento, controle e tomada de decisão baseada em dados. Sem organização espacial, você perde eficiência, aumenta custos e reduz a qualidade do serviço. O Geoprocessamento ajuda a resolver esses problemas. Ele permite mapear pontos de coleta, rotas, áreas de descarte e cobertura do serviço.

Na dica de leitura de  hoje apresentamos o artigo Crescimento urbano e desafios na coleta de resíduos sólidos domiciliares: um
estudo espacial em Vitória da Conquista-BA (2010–2022), escrito por Welison Nascimento Meira, Daniela Andrade Monteiro Veiga, Artur José Pires Veiga, Daniel Oliveira Santos, Washington de Jesus Caires e Emanuele Ribeiro Sanches.

O estudo analisou a gestão de resíduos sólidos em Vitória da Conquista entre 2010 e 2022, avaliando como o crescimento urbano impactou a cobertura da coleta e evidenciando desigualdades no acesso ao serviço para apoiar políticas públicas mais eficientes.

A metodologia utilizada foi quantitativo-descritiva, com análise espacial feita no software QGIS, usando dados do IBGE e de empreendimentos habitacionais para mapear a cobertura da coleta pública e identificar padrões e desigualdades territoriais.

Os resultados mostram que o crescimento urbano entre 2010 e 2022 aumentou a cobertura da coleta, mas manteve desigualdades territoriais. Áreas centrais possuem atendimento entre 80% e 100%, enquanto zonas periféricas e rurais apresentam cobertura baixa ou inexistente.

Empreendimentos em áreas afastadas tendem a ter taxas inferiores a 60%, e a expansão ao longo de rodovias influencia a oferta do serviço. A análise indica ainda falhas no planejamento urbano, sobrecarga da coleta e aumento de descartes irregulares, reforçando a necessidade de políticas públicas mais integradas.

Fonte: Meira et al (2025)

O estudo concluiu que a urbanização acelerada ampliou desigualdades na coleta de resíduos, com concentração nas áreas centrais e baixa cobertura em regiões periféricas e rurais, destacando a necessidade de integrar gestão de resíduos ao planejamento urbano.

 

Pense nisso…

A gestão de resíduos sólidos depende diretamente de como você enxerga o território. Sem análise espacial, decisões tendem a ignorar desigualdades reais de cobertura. O uso de Geoprocessamento com QGIS permite identificar áreas atendidas, regiões sem coleta e padrões de expansão urbana que afetam o serviço.

O estudo sobre Vitória da Conquista mostra que o crescimento urbano ampliou a cobertura da coleta, mas manteve diferenças entre áreas centrais e periféricas. Isso indica que expandir o serviço sem planejamento espacial não resolve problemas estruturais. Você precisa cruzar dados populacionais, localização de empreendimentos e infraestrutura urbana para tomar decisões mais precisas.

Quando você trabalha com dados geográficos no QGIS, consegue transformar informação em mapa e o mapa em análise. Isso apoia diagnósticos mais claros, reduz falhas operacionais e orienta políticas públicas mais justas.

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Anderson Medeiros

Graduado em Geoprocessamento pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB). É o autor do site https://clickgeo.com.br que publica regularmente, desde 2008, artigos dicas e tutoriais sobre Geotecnologias, suas ferramentas e aplicações.
Em 2017 foi reconhecido como o Profissional do ano no setor de Geotecnologias. Atua na área de Geoprocessamento desde 2005.

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Sobre Anderson Medeiros

Ele já foi reconhecido como o Profissional do Ano no Brasil no setor de Geotecnologias. Graduado em Geoprocessamento, trabalha com Geotecnologias desde 2005. Já ministrou dezenas de cursos de Geoprocessamento com Softwares Livres em diversas cidades, além de outros treinamentos na modalidade EaD. Desde 2008 publica conteúdo sobre Geoinformação e suas tecnologias como QGIS, PostGIS, gvSIG, i3Geo, entre outras.

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