O mapeamento de áreas de risco é uma das aplicações mais relevantes do Geoprocessamento. Ele ajuda a identificar regiões sujeitas a deslizamentos, enchentes e outros eventos naturais. Com o QGIS, você consegue integrar dados espaciais, analisar variáveis ambientais e gerar mapas que apoiam decisões da Defesa Civil.
Se você trabalha com planejamento urbano, engenharia ou gestão territorial, dominar esse tipo de análise aumenta a qualidade dos seus projetos.
Por isso, na dica de leitura de hoje apresentamos o artigo Mapeamento de áreas de risco a inundações com imagens Alos Palsar: estudo de caso em Belém (PA), escrito por Márcia Rafaela Souza Vieira, Marco Valério de Albuquerque Vinagre, Marco Aurélio Arbage Lobo, Alberto Carlos de Melo Lima e Márcio José Moutinho da Ponte.
O estudo mapeou áreas de risco de inundação em Belém com imagens ALOS PALSAR e QGIS, identificando regiões mais suscetíveis, especialmente afetadas por marés altas, para apoiar ações de prevenção e controle.
A metodologia usou o QGIS com imagens ALOS PALSAR para mapear áreas de risco em Belém. Foram adicionadas camadas do Google Satélite e Google Road, junto ao MDE. Houve conversão de altitude ortométrica para geométrica e análise da maré máxima com dados históricos do CPTEC/INPE.
Os resultados indicaram que as áreas mais suscetíveis a inundações em Belém são as baixadas, que ocupam grande parte do município. Mesmo com a maré máxima registrada de 3,9 metros, essas regiões permanecem vulneráveis, em linha com estudos anteriores.

O uso das imagens ALOS PALSAR foi eficiente para mapear todo o território, permitindo identificar zonas de alto risco. Os mapas destacaram a relação entre baixa altitude e impacto das marés, facilitando a visualização das áreas afetadas.
A metodologia também apoiou o planejamento, ao identificar espacialmente áreas críticas e bairros já conhecidos por alagamentos. Os resultados reforçam a importância do geoprocessamento na gestão de riscos urbanos, com boa precisão e baixo custo por usar dados gratuitos e software livre.

Assim, o estudo mostrou que áreas de baixadas são as mais vulneráveis a inundações em Belém. A metodologia com QGIS e dados ALOS PALSAR foi eficiente e pode ser aplicada em outras cidades. Mesmo com obras de drenagem, o risco permanece alto. Os autores recomendam incluir dados de chuva para melhorar a análise e apoiar o planejamento urbano.
Pense nisso…
Mapear áreas de risco com QGIS vai além de gerar mapas. Você passa a entender como relevo, maré e ocupação urbana se relacionam no território.
Antes de iniciar seu projeto, reflita:
- Seus dados representam a realidade atual da área?
- Você está considerando fatores locais, como maré ou chuva?
- A escala da análise é adequada para sua tomada de decisão?
- Os resultados podem apoiar ações reais da Defesa Civil?
Pequenos ajustes na escolha dos dados e nos critérios de análise mudam o resultado final. Um mapa bem construído pode orientar decisões que evitam perdas materiais e reduzem riscos para a população.
Leve isso para seus projetos. Pense no impacto prático do que você está produzindo.
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