Monitoramento de Desmatamento com Sensoriamento Remoto

O Monitoramento de Áreas Desmatadas com Sensoriamento Remoto é uma das aplicações mais relevantes do Geoprocessamento aplicado na área ambiental. Você consegue identificar onde a vegetação foi removida, medir áreas afetadas e acompanhar mudanças ao longo do tempo. Tudo isso com imagens de satélite gratuitas e o software QGIS.

O que é Sensoriamento Remoto?

Sensoriamento remoto é a obtenção de informações da superfície terrestre por meio de sensores instalados em satélites ou aeronaves. Esses sensores captam a energia refletida pelos alvos, como solo, água e vegetação.

Para trabalhar com Sensoriamento Remoto no QGIS, você vai precisar dados raster. Esses dados são formados por uma grade de pixels, em que cada pixel guarda um valor numérico que representa uma informação, como intensidade de refletância, por exemplo. Com esses valores, você gera índices de vegetação e detecta alterações na cobertura do solo.

Fonte: ClickGeo (2026)

Na dica de leitura de hoje, apresentamos o artigo Análise multitemporal das áreas desmatadas e da regeneração florestal na Microbacia do Córrego dos Macacos (BH-MG), empregando técnicas de Sensoriamento Remoto, escrito por Gustavo de Oliveira Dias e Eliane Maria Vieira.

Fonte: https://www.rmpcecologia.com/isidoro/cef/publicacoes/256729-225956-1-PB.pdf

 

O trabalho teve como objetivo analisar a variação da cobertura florestal e as mudanças no uso e ocupação do solo na microbacia do Córrego dos Macacos entre 1985 e 2022. Foram aplicadas ferramentas de SIG e técnicas de sensoriamento remoto para identificar áreas de desmatamento e regeneração, buscando compreender os impactos do crescimento urbano desordenado na bacia hidrográfica.

A metodologia baseou-se em técnicas de sensoriamento remoto e geoprocessamento para analisar o uso e ocupação do solo na microbacia do Córrego dos Macacos entre 1985 e 2022.

A microbacia foi delimitada com a ferramenta grass r.water.outlet. Foram selecionadas imagens dos satélites Landsat 5, Landsat 8 e DMC-UK 2, com até 10% de nuvens. As imagens foram segmentadas no TerraView e classificadas no software QGIS.

Após testes com o Modelo Linear de Mistura Espectral, os autores adotaram e a classificação supervisionada Random Forest, que apresentou melhor desempenho na identificação de vegetação, solo exposto e área urbana. As classes foram quantificadas em km² e comparadas nos anos de 1985, 1992, 2002, 2014 e 2022, com validação por análise visual e conhecimento da área.

Os resultados indicaram redução de cerca de 15% da vegetação nativa e aumento aproximado de 51% da área urbana entre 1985 e 2022 na microbacia do Córrego dos Macacos. A expansão ocorreu de forma desordenada, com avanço sobre áreas vegetadas.

Após 2013, intensificaram-se a perda de cobertura vegetal e o crescimento de solo exposto. Entre 2000 e 2010 houve regeneração natural em parte da área.

A classificação Random Forest apresentou maior precisão que o Modelo Linear de Mistura Espectral, permitindo análise mais consistente das mudanças ambientais ao longo do período.

Fonte: https://www.rmpcecologia.com/isidoro/cef/publicacoes/256729-225956-1-PB.pdf

Pense nisso…

Você já usa o Sensoriamento Remoto na sua área de atuação? Com imagens de satélite ou drones, é possível identificar áreas de vegetação, solo exposto e expansão urbana, mesmo em locais de difícil acesso.

Índices de vegetação e análises multitemporais permitem observar mudanças ao longo do tempo, detectando perda de cobertura florestal ou sinais de regeneração natural. Essas informações podem orientar planejamento ambiental, definir áreas prioritárias para recuperação e avaliar impactos do crescimento urbano.

Se você ainda não aplica essas técnicas, pense no quanto está perdendo em precisão e eficiência no monitoramento ambiental. O Sensoriamento Remoto transforma imagens em decisões concretas e oferece uma visão clara da realidade do território.

Você está aproveitando esse potencial no seu trabalho?

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Anderson Medeiros

Graduado em Geoprocessamento pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB). É o autor do site https://clickgeo.com.br que publica regularmente, desde 2008, artigos dicas e tutoriais sobre Geotecnologias, suas ferramentas e aplicações.
Em 2017 foi reconhecido como o Profissional do ano no setor de Geotecnologias. Atua na área de Geoprocessamento desde 2005.

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Sobre Anderson Medeiros

Ele já foi reconhecido como o Profissional do Ano no Brasil no setor de Geotecnologias. Graduado em Geoprocessamento, trabalha com Geotecnologias desde 2005. Já ministrou dezenas de cursos de Geoprocessamento com Softwares Livres em diversas cidades, além de outros treinamentos na modalidade EaD. Desde 2008 publica conteúdo sobre Geoinformação e suas tecnologias como QGIS, PostGIS, gvSIG, i3Geo, entre outras.

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