Qual MDE Usar? A Escolha pode Impactar Seus Resultados

Com a crescente disponibilidade de Modelos Digitais de Elevação, MDEs (em inglês: Digital Elevation Models, DEMs) gratuitos, como SRTM, ALOS, NASADEM, ASTER e o mais recente Copernicus DEM, surge uma dúvida comum: qual escolher para o seu projeto?

Apesar de amplamente utilizados, esses modelos apresentam diferenças importantes de qualidade e desempenho, que variam conforme o tipo de terreno e aplicação. O desafio é que nem sempre é fácil comparar essas opções de forma confiável.

Por isso, na dica de leitura de hoje apresentamos o artigo Novel Approach for Ranking DEMs: Copernicus DEM Improves One Arc Second Open Global Topography (em português: Uma nova abordagem para classificação de MDEs: o  Copernicus DEM aprimora a topografia global aberta com resolução de um segundo de arco), escrito por Conrad Bielski, Carlos López-Vázquez, Carlos H. Grohmann, Peter L. Guth, Laurence Hawker, Dean Gesch, Sebastiano Trevisani, Virginia Herrera-Cruz, Serge Riazanoff, Axel Corseaux, Hannes I. Reuter e Peter Strobl.

O estudo teve dois objetivos principais: propor uma metodologia prática para comparar e ranquear MDEs, combinando critérios quantitativos, qualitativos e análise estatística, e aplicar essa abordagem em MDEs globais para responder à pergunta central: qual modelo é o mais adequado para cada aplicação?

O estudo partiu de um problema claro: existem muitos MDEs globais, mas pouca orientação prática sobre qual escolher, já que comparações anteriores são limitadas e pouco generalizáveis.

Como solução, os autores propuseram uma metodologia inovadora utilizando o método estatístico RCBD (Randomized Complete Block Design). Nela, diferentes MDEs são avaliados em várias áreas e critérios, transformando métricas em rankings com validação estatística (teste de Friedman e análise pós-hoc Dunn/Bonferroni).

A análise foi feita com 6 MDEs globais (SRTM, ASTER, ALOS, NASADEM, Copernicus DEM e FABDEM), usando 236 áreas de teste distribuídas em 24 regiões em diferentes ao redor do mundo e múltiplos critérios (elevação, declividade e rugosidade).

Fonte: Bielski et al (2024)

Como referência para os testes, foram utilizados modelos de elevação de alta resolução (entre 1 e 5 metros), derivados de dados LiDAR e considerados como representação do terreno real.

Esses dados contemplam tanto modelos do tipo DTM-Digital Terrain Model (em português: MDT-Modelo Digital do Terreno) quanto DSM-Digital Surface Model (em português: MDS-Modelo Digital de Superfície).

Os resultados foram organizados em um banco de dados (DEMIX) e analisados em Python, permitindo flexibilidade e reaplicação.

De forma geral, o Copernicus DEM apresentou o melhor desempenho quando comparado a modelos de referência do tipo MDS (Modelo Digital de Superfície), enquanto o FABDEM se destacou nas comparações com MDT (Modelo Digital do Terreno).

Cabe destacar que o ALOS manteve desempenho consistente, ocupando geralmente a segunda ou terceira posição.

Por outro lado, o ASTER DEM apresentou desempenho inferior, aparecendo em último lugar na maioria das análises, sendo o menos recomendado entre os modelos avaliados.

 

QUER APRENDER QGIS NA PRÁTICA E EVOLUIR NO GEOPROCESSAMENTO COM EXEMPLOS REAIS?

Toda quinta-feira, às 16h (horário de Brasília), a ClickGeo realiza lives ao vivo com conteúdos práticos, dicas, troca de experiências e esclarecimento de dúvidas, do nível básico ao avançado.

Quer receber o link das lives, avisos antecipados e participar da comunidade? Entre agora no nosso grupo exclusivo e não perca nenhum encontro.

👉 CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NO GRUPO DE LIVES DE GEOPROCESSAMENTO (QUINTAS-FEIRAS)

Ficou com alguma dúvida?
Entre em contato pelo e-mail ou WhatsApp e tire todas as suas dúvidas agora mesmo. Estamos aqui para ajudar!

📧 E-mail: cursos@clickgeo.com.br
📱 WhatsApp: (83) 98885-5525

Compartilhe nas redes sociais

WhatsApp
Facebook
Twitter
LinkedIn
Email
Picture of Anderson Medeiros

Anderson Medeiros

Graduado em Geoprocessamento pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB). É o autor do site https://clickgeo.com.br que publica regularmente, desde 2008, artigos dicas e tutoriais sobre Geotecnologias, suas ferramentas e aplicações.
Em 2017 foi reconhecido como o Profissional do ano no setor de Geotecnologias. Atua na área de Geoprocessamento desde 2005.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar
Inscreva-se
Receba nossa Newsletter por E-mail

Cadastre-se Gratuitamente em nossa Lista VIP e receba nossas novidades por e-mail. Siga nosso Instagram @clickgeo.cursos e nosso Canal no Youtube para continuar atualizado sobre o Mundo do Geoprocessamento e Produção de Mapas!

Sobre Anderson Medeiros

Ele já foi reconhecido como o Profissional do Ano no Brasil no setor de Geotecnologias. Graduado em Geoprocessamento, trabalha com Geotecnologias desde 2005. Já ministrou dezenas de cursos de Geoprocessamento com Softwares Livres em diversas cidades, além de outros treinamentos na modalidade EaD. Desde 2008 publica conteúdo sobre Geoinformação e suas tecnologias como QGIS, PostGIS, gvSIG, i3Geo, entre outras.

Temas
Temas:
Arquivos
Arquivos: