Uso de Geotecnologias na Análise de Zonas de Amortecimento em Unidades de Conservação

A análise de zonas de amortecimento em unidades de conservação é uma etapa importante no planejamento ambiental. Essas zonas funcionam como áreas de transição entre regiões protegidas e áreas com uso humano. Elas ajudam a reduzir impactos como desmatamento, poluição e expansão urbana desordenada.

Com o QGIS, você consegue mapear, delimitar e analisar essas áreas. O software reúne ferramentas que permitem criar buffers, cruzar dados e gerar mapas temáticos que apoiam decisões técnicas.

Na dica de leitura de hoje apresentamos o artigo Uso de sensoriamento remoto para análise da zona de amortecimento em três unidades de conservação de proteção integral no estado de Goiás, escrito por Maurivan Vaz Ribeiro, Thiago Moreira e Silva e Talita Teles Assunção.

O estudo analisa as zonas de amortecimento em três unidades de conservação em Goiás avaliando uso do solo, impactos humanos e eficiência na conservação.

Para metodologia os autores selecionaram áreas do bioma Cerrado no estado de Goiás para aplicar técnicas de sensoriamento remoto utilizando os softwares QGIS e Google Earth Pro. Foram definidas zonas de amortecimento de 10 km e 3 km conforme o CONAMA, porém, foi utilizada apenas a distância de 3 km para análise do uso do solo.

Os resultados indicaram que o PESCAN é a unidade mais antropizada, devido à presença de área urbana em sua zona de amortecimento. Já o PEP se destaca como a mais preservada, com menor fragmentação no entorno. A análise mostrou o uso do solo na região é composto de áreas naturais, agricultura, pastagem e construções, evidenciando influência humana. Assim, o estudo confirma que o sensoriamento remoto é eficaz para identificar impactos ambientais.

Fonte: Ribeiro et al (2017)

A conclusão do estudo indica que a redução das zonas de amortecimento das UCs compromete a conservação, isolando áreas e aumentando a vulnerabilidade a ações humanas. O estudo destaca o sensoriamento remoto como ferramenta eficaz para monitoramento. Portanto, o uso de Geotecnologias fortalece o planejamento e a gestão dessas áreas.

Pense nisso…

O tamanho da zona de amortecimento define o nível de impacto que você consegue enxergar. Um raio reduzido pode esconder pressões importantes no entorno da unidade de conservação.

Antes de criar o buffer no QGIS, analise o contexto da área. Verifique a presença de áreas urbanas, agricultura e outras formas de uso do solo. Esses elementos influenciam diretamente os resultados.

O estudo mostra que mesmo áreas com boa cobertura natural podem sofrer pressão quando estão próximas de ocupação humana. Isso fica evidente ao cruzar dados no SIG.

Além disso, o sensoriamento remoto permite analisar grandes áreas com menor custo e você pode identificar padrões e áreas de risco com mais clareza.

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Anderson Medeiros

Graduado em Geoprocessamento pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB). É o autor do site https://clickgeo.com.br que publica regularmente, desde 2008, artigos dicas e tutoriais sobre Geotecnologias, suas ferramentas e aplicações.
Em 2017 foi reconhecido como o Profissional do ano no setor de Geotecnologias. Atua na área de Geoprocessamento desde 2005.

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Sobre Anderson Medeiros

Ele já foi reconhecido como o Profissional do Ano no Brasil no setor de Geotecnologias. Graduado em Geoprocessamento, trabalha com Geotecnologias desde 2005. Já ministrou dezenas de cursos de Geoprocessamento com Softwares Livres em diversas cidades, além de outros treinamentos na modalidade EaD. Desde 2008 publica conteúdo sobre Geoinformação e suas tecnologias como QGIS, PostGIS, gvSIG, i3Geo, entre outras.

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