Como o Geoprocessamento auxilia no Monitoramento e Prevenção de Desastres

Eventos naturais como enchentes, deslizamentos de terra, queimadas e períodos de seca geram impactos sociais, ambientais e econômicos em diferentes regiões. Em áreas urbanas e rurais, esses fenômenos podem comprometer infraestrutura, moradias, atividades econômicas e a segurança da população. Por esse motivo, órgãos públicos e equipes técnicas precisam identificar áreas vulneráveis, acompanhar mudanças no território e planejar ações de prevenção.

Nesse contexto, o Geoprocessamento se destaca como uma ferramenta de apoio à análise territorial. Com ele, você consegue organizar, analisar e representar informações geográficas em mapas digitais. Esses dados possuem localização definida na superfície terrestre, o que permite avaliar relações espaciais entre fatores como relevo, hidrografia, uso do solo e ocupação urbana. Com apoio de softwares como o QGIS, essas informações ajudam a produzir mapas que orientam o monitoramento e a prevenção de desastres.

Na dica de leitura de hoje, apresentamos o artigo Dinâmica Espacial de Desastres Naturais com Vinculações Climáticas em Mato Grosso entre 2013 e 2022, de João Vitor Gobis Verges e Rômulo Lima Silva de Góis. O estudo analisa a incidência e a distribuição espacial de desastres naturais associados ao clima no estado de Mato Grosso, identificando os principais eventos e sua ocorrência no território para apoiar ações de planejamento e gestão de riscos.

A metodologia incluiu levantamento bibliográfico e coleta de dados do S2iD, IBGE, IPEA e SEPLAN-MT entre 2013 e 2022. Os dados foram organizados em gráficos e mapas feitos no QGIS, permitindo analisar a distribuição espacial dos desastres naturais no estado.

Os resultados mostraram que, entre 2013 e 2022, os desastres mais frequentes em Mato Grosso foram estiagens, enxurradas, secas e inundações. Os eventos se concentraram no eixo Sudoeste-Nordeste do estado e atingiram 39 municípios, com destaque para Tangará da Serra e Terra Nova do Norte. Os anos de 2016, 2020 e 2021 registraram maior incidência de ocorrências, indicando períodos de maior vulnerabilidade climática. A análise espacial apontou maior concentração nas regiões de planejamento II a X.

Fonte: Verges e Góis (2024)

O estudo concluiu que estiagens, enxurradas, secas e inundações foram os desastres que mais afetaram Mato Grosso entre 2013 e 2022, com maior concentração no eixo Sudoeste-Nordeste do estado.

Os eventos ocorreram em diversos municípios, o que indica a necessidade de atenção das instituições de planejamento em todo o território. Os anos de 2016, 2020 e 2021 registraram maior incidência de desastres, revelando períodos de maior vulnerabilidade climática.

Os resultados reforçam a importância do planejamento territorial e de estratégias de gestão de riscos baseadas na análise espacial.

Pense nisso…

Eventos como enchentes, secas e deslizamentos deixam rastros no território. Esses rastros podem ser analisados por meio de dados geográficos, mapas e informações espaciais. Quando esses dados são organizados em um SIG, como o QGIS, eles ajudam a revelar onde os desastres ocorrem com maior frequência e quais áreas apresentam maior vulnerabilidade.

Agora vale uma reflexão: Você está usando análise espacial para interpretar essas informações?

O Geoprocessamento permite analisar dados históricos, cruzar dados de relevo, hidrografia, clima e uso do solo para entender padrões espaciais. Essa análise ajuda a identificar áreas de risco, orientar decisões e apoiar ações de planejamento e prevenção.

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Anderson Medeiros

Graduado em Geoprocessamento pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB). É o autor do site https://clickgeo.com.br que publica regularmente, desde 2008, artigos dicas e tutoriais sobre Geotecnologias, suas ferramentas e aplicações.
Em 2017 foi reconhecido como o Profissional do ano no setor de Geotecnologias. Atua na área de Geoprocessamento desde 2005.

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Sobre Anderson Medeiros

Ele já foi reconhecido como o Profissional do Ano no Brasil no setor de Geotecnologias. Graduado em Geoprocessamento, trabalha com Geotecnologias desde 2005. Já ministrou dezenas de cursos de Geoprocessamento com Softwares Livres em diversas cidades, além de outros treinamentos na modalidade EaD. Desde 2008 publica conteúdo sobre Geoinformação e suas tecnologias como QGIS, PostGIS, gvSIG, i3Geo, entre outras.

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